quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

ANA TAVARES

Ana Tavares Campeã nacional de Kumite Cadete -54kg


Ana Tavares depois do título de Campeã Regional de Kumite conseguido há cerca de dois mês atrás, esteve novamente ao seu melhor nível e sagrou-se Campeã Nacional de Kumite Feminino Cadete -54 kg. Ana precisou de cinco eliminatórias para trazer para casa este título tão desejado por qualquer atleta. Existem muitos títulos nacionais e internacionais, mas ser Campeão Nacional de uma Federação é um objectivos que nem todos os bons atletas conseguem na sua carreira desportiva. Ana Tavares já conta com dois no seu palmarés (recorde-se que havia sido também Campeã Nacional de Kumite há dois anos atrás).
Ana participou ainda em Kata, prova em que alcançou a final da repescagem, e esteve a lutar pela medalha de bronze, a qual perdeu por um apertado 3-2, ficando desta forma em 5º Lugar.
PARABENS


TAÇA ENGENHEIRO BRAGANÇA FERNANDES


Realizou-se este passado sábado na Cidade da Maia a Taça Engenheiro Bragança Fernandes, uma competição organizada pelo Clube de Karate da Maia. Presentes nesta prova inter-estilos, estiveram mais de 400 Karatecas oriundos de várias partes do país. A AEKS (Guarda), o NKSPinhel e o CKSabugal estiveram presentes com um total de 12 atletas das diferentes escolas sob orientaçao da Professora Carla Jerónimo.

Diogo Rafael foi um dos medalhados nesta prova, conseguindo um magnífico 3º lugar numa prova de 81 atletas inscritos, tendo desta forma uma excelente participação.

Ana Tavares perdeu na passagem à meia-final pela diferença mínima de 5-4. Ana foi penalizada com 3 pontos por excesso de contacto, os quais tentou recuperar até aos últimos segundos, mas não conseguiu. Não foi repescada, o que não lhe permitiu alcançar as medalhas.

Andreia Pissarra perdeu na terceira eliminatória. Apesar de ser uma jovem atleta, conseguiu dificultar o trabalho a atletas bem mais experiente do que ela. Com algum azar acabou por não ser repescada.

Pedro Carvalho passou duas eliminatórias, perdendo na terceira. Acabou por não ser repescado porque o seu atleta não alcançou a final da prova.

Bruno Monteiro foi o outro medalhado da AEKS, conseguindo também ele um magnífico 3º lugar. Realizou um total de 6 combates, todos eles de grande nível.

Ana Torres perdeu no seu quarto combate, acabando por ser repescada, perdendo na semi-final da repescagem o que lhe dá um 7º lugar, numa prova bastante competitiva.

Daniela Rocha perdeu no seu segundo confronto diante de uma atleta que acabaria por não alcançar a final da prova o que não permitiu que fosse repescada e continuasse a luta pelas medalhas.

Carlos Tavares perdeu no seu terceiro confronto após uma lesão contraída que o impediu de conseguir uma melhor exibição. Também ele acabaria por não ser repescado.

A Kata equipa da AEKS constituída por Ana Tavares, Ana Torres e Ivo Monteiro alcançou um 5º lugar numa prova onde estiveram equipas que treinam diariamente. Ainda assim esta equipa improvisada, e talvez pelo bom nível individual de cada um deles, alcançou a final da repescagem e por muito pouco não conseguiram um lugar de pódio.

Do Núcleo de Karate Shotokan de Pinhel esteve Leandro Cruz que não conseguiu alcançar as medalhas, mas que uma vez mais representou muito bem a Cidade de Pinhel.

Do Clube Karate Sabugal estiveram David Barros e Vítor Silva que têm realizado um bom trabalho, e esta vez assim o mostraram diante de mais de 80 atletas inscritos nesta prova de Kumite 15-17 anos, passando cada um deles, dois combates. Claro que não foi o suficiente para alcançar o pódio mas ainda assim foram boas prestações que antevêem bons resultados num futuro próximo.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

AS CORES DO KARATE

"Falar acerca das cores é sempre garantia de um debate cheio de controvérsias e muita discussão. Ainda mais quando falamos em favorecimento por usar uma determinada cor. Após ser captada pela visão, a cor é processada pelo cérebro, formada, quantificada e avaliada, tornando-se um elemento de significado. Nessa etapa o cérebro identifica qual cor é vista e relaciona-a com experiências anteriores para atribuir valores a cor. Desse modo, pode-se considerar que os seres humanos têm uma resposta emocional à cor, fundamentada no contexto cultural em que se insere.
Para fugir da solução adotada pelo Judo, para diferenciação de atletas, no caso um dos oponentes precisa usar um kimono da cor azul... a WKF adotou outra estratégia. O uso de cintos, luvas e protetores de pés e pernas na cor vermelha ou azul. Deste modo fica bem diferenciado que é um jogador e o outro jogadr. A cor do kimono continua imaculadamente branca.
Podemos ter um atleta favorecido por usar uma determinada cor? Apesar das duas cores estarem no mesmo córtex cerebral, existem outras características. Duas verdades antagônicas surgem com referência à cor no Karate em relação ao kumite.
Segundo pesquisadores da Universidade Durham e da Universidade Plymouth, a resposta biológica de um desportista à cor vermelha ajudou algumas equipas de futebol a conquistarem vitórias. Esse pode ser um dos motivos pelos quais o Chelsea - a única equipa dos quatro maiores da primeira divisão do futebol inglês que não usa vermelho - está atrás do Arsenal, que lidera a competição, e do Manchester United, atualmente em segundo.
Por um lado, é a cor azul, apesar de opiniões em contrário, a mais fácil de acompanhar durante um movimento, assim facilitaria ao árbitro a marcação de um ponto. A capacidade de discriminação de cores pelo olho está relacionada com a existência de três tipos de cones, caracterizados pela presença de três diferentes fotopigmentos. Ao que parecem, esses fotopigmentos são sensíveis principalmente aos comprimentos de luz azul, verde e vermelha.
Precisamos levantar os resultados gerais de um torneio para determinar qual cor prevalece como vitoriosa nos torneios de karate. Só um estudo estatístico poderá melhor definir esta vantagem se é que existe."
Esta reportagem baseada num site de karate, trouxe no dia 11 de maio de 2008, a questão da influência da cor do uniforme nos resultados dos combates. A tese levantada pelo site acaba de ganhar uma comprovação científica. Os resultados podem ser vistos na revista Psychological Science.
Os árbitro e juízes favorecem inconscientemente os jogadores que se vestem de vermelho, segundo afirma um estudo publicado pela revista “Psychological Science”. Escolher um uniforme vermelho num desporte de competição pode afetar a capacidade de decisão rápida de um juiz, afirmam os psicólogos Norbert Hageman, Bernd Strauss e Jan Leibing, autores do estudo da Universidade de Münster na Alemanha.
Os pesquisadores estenderam sua pesquisa com 42 juízes de Taekwondo, aos quais eles colocaram vídeos dos combates onde os adversários se enfrentavam sendo que um de vermelho e outro de azul. Os juízes deviam qualificar a actuação dos juízes e os jogadores depois da visualização da luta. Depois, eles mostravam um segundo combate que por um truque de vídeo mudavam as cores dos jogadores.
O jogador vestido de vermelho e anteriormente azul aumentava sua pontuação em 13%, em média, segundo os pesquisadores. Foi observado que a decisão dos juízes tinha uma balança pendida para o que tinha a cor vermelha quando os atletas eram de um nível próximo, e que havia pouca influência quando um adversário era claramente superior.
Ainda faltam mais pesquisas para que este resultado possa efetivamente ser um factor decisivo para mudança das regras. Uma vez que o sistema de disputas de Karate da WKF utiliza a mesma distribuição de cores como a do Taekwondo. Deve-se ficar de olho nestas pesquisas para o aprimoramento de nosso desporto.